Com o tema principal sobre as influências do e-commerce no Brasil e as tendências para o ano de 2012, a 3ª Conferência Online do Projeto Empreendedor, organizada pela Paypal, reuniu profissionais da área para discutir sobre o assunto em questão. Na ocasião estavam presentes os convidados Alexandre Crivellaro, do Ibope Mídia, Felipe Brasil, da Polishop e Leonardo Palhares, membro do Conselho da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico

O aumento das vendas pela internet vem crescendo consideravelmente nos últimos tempos. Somente em 2011, cerca de R$ 19 bilhões foram de vendas de bens de consumo, com mais de 35 milhões de consumidores optando por realizar suas compras pela internet.

Devido as grandes ofertas e praticidades das compras pela internet, o ritmo das vendas tem crescido muito nesse setor. Atualmente, as vendas do e-commerce são lideradas pelas classes A e B no Brasil, totalizando cerca de 70% dos consumidores. Embora a classe C venha crescendo em um bom ritmo, o acesso à internet é um privilégio para apenas 48% da população. As classes D e E também não ficam de fora e completam 1% das vendas do e-commerce.

Nesse âmbito, e dentre outras informações didáticas e objetivas a 3ª Conferência foi de grande importância aos lojistas que pretendem ou empreendem o comércio eletrônico.

Um dos primeiros convidados a falar sobre o assunto foi Alexandre Crivellaro, diretor de inovação do Ibope Mídia.

 

Tíquete médio deve diminuir ao longo do tempo

Visando o crescimento do e-commerce no Brasil, Crivellaro ressalta que o Ibope então criou métricas para acompanhar o comportamento de compra do consumidor.

O comércio eletrônico cresce em torno de 25% a 30% ao ano chegando a picos de 40%, ultrapassando o crescimento da internet. Crivellaro explica que foi criado um painel com 5 mil usuários na internet, acompanhados diariamente para fazer relatos como: os melhores locais para anúncios dos lojistas, de onde vem seu tráfego, se os consumidores preferem comparar preços ou compram impulso, entre outros recursos que visam otimizar as vendas do lojistas.

Crivellaro ainda ressalta que cerca de 83% das pessoas que compram em lojas virtuais buscam produtos que facilitem suas tarefas cotidianas. Já 76% procuram preço e facilidade de pagamento. “O preço hoje é um fator importante, não só o preço como a forma de pagamento. O preço pode ser atraente, mas a facilidade de pagamento é muito importante”, ressalta Crivellaro.

Crivellaro acredita que os produtos virtuais – ou de download – devem ganhar grande popularidade em 2012 e ao longo dos próximos anos, enquanto a entrada da Classe C no comércio eletrônico deve baixar o tíquete médio e aumentar o volume de vendas das empresas.

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